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Propina repatriada

Em meio às estarrecedoras revelações de desvios de recursos públicos na Petrobrás, merece reconhecimento a ação do Ministério Público Federal, que assegurou o repatriamento de depósitos em dólares equivalentes a R$ 182 milhões, escondidos na Suíça pelo corrupto confesso Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal. Ainda que a operação só tenha sido possível em troca de concessões para o servidor investigado, como parte do mecanismo da delação premiada, interessa à sociedade brasileira ver o seu prejuízo diminuído, ao mesmo tempo em que os criminosos são investigados, para posterior julgamento e punição.

A fuga de dinheiro público roubado era, até bem pouco, uma situação quase irreversível para o país, porque os esforços pelo repatriamento resultavam invariavelmente em frustração. O Ministério Público foi responsável pelas iniciativas mais consequentes no sentido de trazer de volta os recursos depositados em contas sem identificação no Exterior. Reparam-se, mesmo que parcialmente, os efeitos do crime, e a população tem o conforto de ver que os delinquentes não ficarão com a maior parte do que roubaram.

No caso da Operação Lava-Jato, o MP espera recuperar pelo menos R$ 500 milhões. A cifra dá a dimensão do escândalo e, como resulta de confissões, elimina pretensas desculpas de que a corrupção na empresa era eventual.

As diligências do MP confirmam, ao contrário, que o roubo era sistemático e que a Petrobrás havia sido tomada por quadrilhas. A devolução do dinheiro é um primeiro passo decisivo para que se faça justiça.


FIM

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