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Ao primeiro sinal de naufrágio, os ratos abandonam o navio

Esse fato aconteceu com o Titanic no longínquo ano de 1912 e mais recentemente com o Costa Concórdia. Por mais luxuosa, imponente e segura que seja a embarcação sempre tem aqueles que ao primeiro sinal de naufrágio, são os primeiros a abandonar a nau.

Claro que estou falando num sentido totalmente figurado, a nau a qual me reporto são as administrações publicas que se não lograrem êxito afundarão com seus comandantes (gestores) mar a dentro.

Aí o atento leitor deve estar se perguntando: e os ratos? Os ratos caríssimos cidadãos, desde o final do ano passado estão abandonando o barco atirando impropérios contra o comandante que está deixando o barco afundar; ratos esses que tentam a todo custo subir em outro navio que se aproxima e promete camorotes melhores, comida farta e muitas outras regalias, mas para isso, esses ratos molhados têm que acertar os ponteiros com o novo comandante.

E podem ter certeza caríssimos leitores que o novo comandante já recebeu inúmeros acenos de salvamento (pedidos) daqueles que pularam do barco ainda à deriva, e hoje se dizem admiradores desse novo chefe. Isso acontece sempre, em todos os anos que há eleições. O que surpreende são as inúmeras histórias contadas (acredito eu!) ao novo chefe, desde ser traído pelo ex-comandante até se dizer fã de carteirinha do provável novo gestor. Quando não podem chegar ao futuro comandante, essas figuras atacam os simples marinheiros, tudo na tentativa de salvaguardar um espaço na nova embarcação. Cabe ao futuro líder a decisão de dar guarida aos novos admiradores, ou então garantir o espaço dos seus antigos e fieis marinheiros.

Os comandantes que tiverem suas naus totalmente engolidas pelas águas (voto popular), devem se perguntar: qual o motivo que fez com que aquelas pessoas que dividiam o espaço de minha cabine de luxo hoje torcerem o nariz? Pois é senhores gestores, ao lerem essas linhas os senhores devem estar novamente se perguntando: onde foi que eu errei?

Valorizar quem lhe valoriza, desdenhar a comunicação e posar de 'deus do Olimpo' são algumas das razões que fazem uma nau afundar. Durante as tempestades deve-se valorizar os marinheiros que estão ao seu lado sustentando as velas e não dizer-lhes que isso era sua obrigação. Alguns marinheiros 'puxa-saco' e sem competência alguma, irão querer usufruir das realizações de outros e encher os ouvidos dos comandantes de falsas verdades de forma a afastar os reais escudeiros. Contar com o ovo é fácil, difícil é botá-lo com segurança e, depois de botar, contar para todo mundo, como faz a galinha caipira. Se os senhores concordam, aí vai uma opinião: reflexão e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Muitos não gostam e não assistem ao programa 'Big Brother Brasil', mas deveriam para conhecer como pensa o povo brasileiro. Ontem, na eliminação, existiam três tipos de pessoas bastantes distintas: um deles é atirado, adora a liberdade e é bastante explosivo em suas emoções, muito parecido com a população que ganhou e deverá ganhar as ruas este ano, protestando contra os péssimos serviços oferecidos pelo poder público; o outro possui nada mais que 'minhocas' na cabeça, praticando atitudes irresponsáveis, infantis e é extremamente mimado e, por último, a 'pavoa', que tentou sensualizar atraindo os machos e promovendo a discórdia entre os integrantes da casa por meio de intrigas, olhares e atitudes desesperadas para manter-se em evidência (até ficou de biquine ou lingerie na Síberia com o maior frio no intuito de chamar a atenção). O público decidiu que a 'pavoa' deveria deixar o programa. O que pensava a população neste instante e como transportar isso para o momento político atual? Muito simples até. O povo está cansado de 'pão e circo' e espera atitudes coerentes com as correntes atuais de pensamento comum. O povo espera ações e palavras que venham ao encontro de suas expectativas e não de encontro com seus sonhos e esperanças. O novo não necessariamente é o ideal, mas o fútil e o soberbo são.

E o pior de tudo é que essas tempestades costumam vir de dois em dois anos desestabilizando sólidas administrações e fazendo com que os senhores comandantes, antes montados na crista da onda da arrogância se afoguem na humildade de um grumete (praça inferior na marinha).

Estariam os ratos errados ao abandonar o navio? A sobrevivência latente em todos aflora mais rapidamente em uns do que em outros. Os ratos, na realidade, possuem uma sensibilidade maior e o instinto os guia em direção da nau que irá garantir sua manutenção e sobrevida.

Fui testemunha ocular dessas tempestades tropicais nos últimos anos em que houveram eleições.


FIM

(http://www.ahora.com.br/materia.asp?CodMat=24641, Vicente Barone)



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