Faça este curso, porque você precisa aprovar em seu próximo exame, concurso ou vestibular.

Maconha, remédio e preconceitos

A decisão do CFM (Conselho Federal de Medicina) de permitir que os médicos receitem o Canabidiol (medicamento derivado da maconha contra casos graves de epilepsia) é acertada e mostra como discussões equivocadas, preconceituosas e dogmáticas podem atrapalhar a vida de pacientes.

Há décadas cientistas de todo o mundo estudam substâncias encontradas na maconha para o tratamento de algumas doenças.  Entre elas está o canabidiol, comercializado em alguns países.

O canabidiol não dá "barato", não vicia e não tem nenhum efeito psicoativo parecido com o causado pelo uso da maconha tragada. Mas a confusão entre a possível liberação do uso recreativo da maconha contamina toda a discussão médica, e o remédio continua banido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não pode ser vendido nas farmácias.

No Brasil, pais são obrigados a importar ilegalmente a substância para melhorar a vida dos filhos doentes, muitos com dezenas de convulsões num só dia. Outra solução é pedir autorização à Anvisa para a importação. Para isso, é necessária a receita médica, que muitos médicos tinham receio de fornecer porque o CFM não reconhecia o produto.

Ao misturar as três discussões (liberação do uso recreativo da maconha, liberação do uso da erva para fins medicinais e liberação do uso de substâncias específicas da planta como remédio), tudo fica num mesmo balaio e nada avança.

Há argumentos pró e contra a liberação da maconha recreativa. Mas essa é uma discussão que se estenderá por anos. Há também argumentos pró e contra a liberação do consumo da droga por pacientes com câncer ou outras doenças, para aumentar o apetite ou reduzir dores.  Mas esse tema ainda não está pacificado. Já no caso do uso de componentes da cannabis sativa como medicamento, é preciso colocar os preconceitos de lado.

Se plantas que dão origem a drogas ilegais fossem banidas da indústria farmacêutica, o ser humano teria muito mais a perder que a ganhar. O exemplo óbvio é a morfina, extraída da mesma planta que é usada para fabricar ópio e heroína.


FIM

(http://atarde.uol.com.br/opiniao/noticias/1646340-editorial-maconha-remedio-e-preconceitos)



redação sobre maconha, remédio, canabidiol, efeito psicoativo, redação dissertativa sobre medicamento derivado da maconha, preconceito, uso recreativo da maconha, Anvisa, Brasil, redação pronta sobre uso da maconha para fins medicinais, droga, indústria farmacêutica, morfina, ópio, heroína, redação dissertativa pronta sobre cannabis sativa