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Todo projeto é uma mudança

Imagine a seguinte situação: você trabalha há algum tempo em uma empresa e, após muitas tentativas e erros, já desenvolveu certa expertise em suas funções. Encontra-se, então, familiarizado com os processos, as ferramentas e pessoas da sua organização. Um belo dia chega em sua mesa um consultor contratado pela alta direção, que lhe informa estar ali para liderar um projeto de revisão dos processos da empresa com o objetivo de proporcionar mais agilidade à sua forma de trabalho. Para isto, ainda diz que precisará do seu tempo e informações de trabalho.

Não precisa muito para você entender que o produto final do trabalho do consultor é mudar possivelmente todo o modo operante ao qual você já estava tão bem familiarizado. Este cenário retrata bem o ponto que quero destacar: todo projeto é uma mudança! Ou, em outras palavras, não existe projeto de “continuísmo”.

Por uma lógica simples, as organizações já entenderam que neste “mundo plano” da globalização, estar parado pode ser um risco mortal à sobrevivência do negócio. As empresas precisam inovar, se diferenciar, se tornar mais rápidas e eficazes que a concorrência sob o risco de serem engolidas pelo mercado. Isto é o que as motivam a investirem esforços (em forma de recursos) para mudar e tentar estes objetivos. Assim, todo projeto tem por princípio promover uma mudança que sairá de uma situação “A” para um ponto “B”. Teoricamente melhor, mais eficaz ou mais interessante.

Tudo estaria perfeito se a lógica humana da maior parte de nós não fluísse na direção contrária. Instintivamente o profissional não gosta que mexam naquilo que ele já conhece – salvo, óbvio, em situações que sejam incômodas. E mesmo estas, com ressalvas. Nicolau Maquiavel há cinco séculos já atentava sobre os desafios de gerenciar um novo sistema devido à antipatia daqueles que querem a preservação do velho sistema.

Nossa natureza busca instintivamente por segurança e estabilidade que, em muitos casos, só é possível depois de vários erros e insistência, o que, não raro, deixa cicatrizes. “Projetos” vêm, então, na contramão destes princípios, pois são associados às incertezas e medos que as mudanças podem trazer.

Conhecedor deste cenário, o responsável por um projeto tem forçosamente que desenvolver habilidades interpessoais – capacidade de comunicação, negociação e envolvimento –, se quiser ter sucesso em suas missões. Estas habilidades fazem parte do arsenal de recursos que um bom profissional da área precisa ter para conseguir convencer os envolvidos a se comprometerem com a mudança eminente.

Não é fácil! Por isso mesmo, o bom profissional de projetos tem obtido valorização crescente no mercado corporativo, pois ele será o responsável por garantir que os investimentos feitos não se afundem ou engrossem as estatísticas de projetos fracassados. Caberá a ele tentar persuadir os resistentes às mudanças.

Porém, o instinto humano irá contrapor. E diante disso, talvez uma das possíveis estratégias seja ajudar os resistentes a absorver o que o princípio evolucionista apresentado por Charles Darwin nos mostrou e parece cair como uma luva no frenético mundo corporativo do século XXI: “não é o mais forte nem o mais inteligente que sobrevive, mas o que melhor se adapta às mudanças”.


FIM

(Ramiro Rodrigues, http://www.folhadoestado.com.br/editorial/pagina/ver/opiniao/id/1794/titulo/Todo-projeto-e-uma-mudanca)



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