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Combater o racismo

As arenas esportivas têm sido palcos de manifestações racistas. Isso ocorreu no Campeonato Brasileiro de futebol no ano passado, quando o goleiro da equipe do Santos foi ofendido por torcedores em Porto Alegre. Ocorreu também na Espanha, quando arremessaram bananas contra o lateral Daniel Alves, do Barcelona.Nos Estados Unidos, o dono da equipe de basquete profissional Los Angeles Clippers foi banido da liga e obrigado a vender sua franquia após publicar comentários racistas em redes sociais.

Ainda nos Estados Unidos, diversos episódios recentes revelaram preconceito racial por parte de policiais que mataram cidadãos negros, identificados erroneamente como suspeitos perigosos, e, mais ainda, por parte de júris tendenciosos que inocentaram sumariamente tais policiais.

Racismo e preconceito subsistem em diversas partes do mundo. No Oriente Médio, o preconceito racial confunde-se com a intolerância religiosa entre árabes muçulmanos e israelenses judeus. Na Europa, o racismo se volta contra os imigrantes: turcos na Alemanha, argelinos e marroquinos na França, indianos e paquistaneses na Inglaterra. Na África, são inúmeros os conflitos entre as diversas etnias negras; e no Extremo Oriente rivalidades e ressentimentos milenares afastam chineses de japoneses e vietnamitas, japoneses de coreanos etc.

O Brasil não está imune ao problema. Dados divulgados esta semana revelam que em nosso país a probabilidade de morte violenta de adolescentes negros é muito superior às dos demais brasileiros. Em muitos ambientes, a tonalidade da pele, especialmente de jovens, provoca suspeita e desperta tensão. Há pouco tempo, redes sociais foram inundadas com comentários preconceituosos dirigidos contra os nordestinos.

Tenho para mim que a principal raiz do ódio racial é o medo, que por sua vez deriva da ignorância. Essencialmente, o racista é um covarde, como o que se esconde na multidão de um estádio esportivo para proferir insultos, e um ignorante que, mesmo do alto de cátedras ou púlpitos respeitados, dissemina mensagens rasteiras que revelam estatura moral infinitamente menor que pretensas credenciais intelectuais.

Ao longo da história, inúmeros foram os que buscaram e alcançaram proveito político e econômico a partir de pregações preconceituosas. O século XX testemunhou o horror do Holocausto promovido pelos nazistas, mas também diversas outras tragédias, como o massacre dos armênios e dos timorenses e o apartheid sul-africano. Há setenta anos, a libertação pelo exército soviético do campo de concentração de Auschwitz revelou a dimensão da barbárie que o ódio racial pode alcançar. É assombroso que ainda se encontrem indivíduos que, nas hostes da extrema-direita, reproduzam discursos de supremacia racial.

O grande Nelson Mandela dizia que ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele e que, da mesma forma que podemos aprender a odiar, podemos também aprender a amar. Amar é o antídoto contra o ódio, segundo nos ensinaram os mestres.

O racismo é uma praga a ser combatida de modo permanente e obstinado. Não apenas pelas autoridades, mas por cada cidadão no seu círculo de atividades: família, trabalho, escola, igreja, comunidade, lazer etc. Nas palavras de Martin Luther King, o principal líder dos direitos civis norte-americanos, o progresso da humanidade não é automático ou inevitável e cada passo em direção à justiça exige sacrifício, sofrimento e luta, esforço incansável e engajamento apaixonado de pessoas dedicadas. Cada um de nós pode contribuir com atitudes e exemplos.


FIM

(Luiz Henrique Lima, http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/60/materia/441263/t/combater-o-racismo, com modificações nossas para fins didáticos)



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