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Sobre o fim do hiato no aquecimento global

O CHAMADO “HIATO” do aquecimento global –a crença de que, desde 1998, o agravamento do efeito estufa parou impulsionar o aumento de temperatura média do planeta– caiu por terra neste mês. Fica difícil defendê-lo após o anúncio de que o ano passado foi ano mais quente já registrado. Mas, por um exercício de pensamento, suponhamos que isso não tenha ocorrido. Como saber se os cientista não estavam mesmo errados?

A maioria dos modelos matemáticos de clima –essencialmente, simulações de computador– falhou em antecipar o chamado “hiato” de 15 anos do aquecimento global.

De 1998 a 2013, as temperaturas médias da Terra ficaram relativamente estáveis, o que levou a um questionamento sobre se a ciência não estava exagerando sua estimativa sobre o efeito que o aumento na concentração do CO2 causaria ao planeta.

Mesmo com a mudança climática não tendo cessado, isso não seria sinal de que o aquecimento previsto está superestimado? Segundo um novo estudo: não.

A resposta foi dada agora por uma dupla de cientistas que analisou outros 114 períodos de 15 anos distribuídos desde 1900 –que incluíam outros platôs, em momentos passados– e os comparou à forma com que esses mesmos hiatos se distribuíam em simulações geradas pelos modelos.

Jochem Marotzke, do Instituto Max Planck para Meteorologia, da Alemanha, e Piers Forster, da Universidade de Leeds, na Inglaterra, descobriram que as simulações não estavam enviesadas, gerando um aquecimento global maior do que o observado. O único problema afirmam, é que os hiatos gerados pelos modelos tinham uma distribuição mais aleatória. Eles não estavam alinhados no tempo com os intervalos de aumento de temperatura observados na vida real.

Ao usar a mesma técnica para analisar diferentes recortes maiores, de 62 anos, o problema desaparecia. Intervalos de tempo desse tamanho, dizem os cientistas absorviam ciclos de variação mais caótica do clima, influenciados por eventos difíceis de prever, como variações em erupções vulcânicas, que resfriam a Terra.

Vale lembrar também que, quando se fala em hiato, o que está em jogo é apenas a temperatura média da superfície da Terra. Os oceanos também absorvem calor e o transmitem a águas profundas, que só agora têm sido alvo de medidas mais abrangentes de temperatura.

O trabalho de Marotzke e Forster está descrito hoje em um estudo assinado pela dupla na revista “Nature”. A alegação de que os modelos climáticos estão “sistematicamente superestimando” a gravidade do efeito estufa ampliado, escrevem, “parece estar infundada”.


FIM

(Rafael Garcia, http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2015/01/31/sobre-o-fim-do-hiato-no-aquecimento-global/, com modificações nossas para fins didáticos)



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