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Ecos de Austin

Crie, inove e inspire, faça o bem, dê voz, mais que diversidade pense inclusão, pluralidade, engajamento com a audiência, mais do que target identifique atitude, incentive o erro, aprenda com ele e quanto mais rápido melhor. Seja orgânico, local, solar, busque momentum, convergência e divergência simultaneamente. Redirecione, reduza, acelere, recicle. O mundo digital invadiu o mundo físico, tech deixou de ser sujeito e virou verbo, tudo agora é tecnologia aplicada. “Mobile first” é “mobile only”e claro hoje, ou pelo menos ontem, tudo gira em torno de vídeo, vídeo, vídeo… e mais vídeo.

A quantidade de insights é astronômica e a agenda impossível de seguir. Você vai ficar ansioso, vai perder o sono, a hora, vai encarar fila pra assistir o key-note do dia e a palestra do cara genial ainda desconhecido, vai ter fila pro screening do filme da vez e para o concerto do rapper com o boné muito menor que a cabeça. Fila pro hamburguer e a cerveja do Hopdoddy, fila pro sorvete do Amy’s, fila pra fila dos food-trucks e quando finalmente chegar a hora de comer, já estará na hora de correr pra próxima e outra, e mais outra fila.

Não há escapatória, mesmo que você seja um craque é praticamente impossível não experimentar um certo grau de frustração e a certeza de que é impraticável acompanhar a maratona e o ritmo de SXSW. “Ano que vem vou estudar a programação antes”; “Na próxima venho com uma lista pronta”; “Vou escolher uma única sala e seja o que vier”; muitos já planejam uma revanche, o que acredito, deve fazer muito bem para os negócios do Festival mais festejado da indústria criativa. Meus amigos da BOX1824, por exemplo, trazem clientes e se concentram na execução de um plano de otimização de tempo cuidadosamente elaborado, são profissionais de Austin sem dúvida, com muitos anos de fila em busca do melhor conteúdo. Por sorte Hugh Forrest diretor de SXSW interactive, outro veterano do Festival, organizou as tendências mais importantes do ano em 10 tópicos básicos…

1. A economia criativa continua crescendo. Esse ano o Festival dobrou o espaço dedicado ao conteúdo relativo a start-ups.

2. A participação internacional também cresceu significativamente e reflete o movimento emprendedor no mundo todo.

3. De programas de compartilhamento de carona a carros que dirigem sozinhos ou podem literalmente voar, o setor de transporte está se revolucionando dramaticamente.

4. Outra evolução ocorre no cenário de “delivery” onde cada vez mais consumidores querem receber suas encomendas… mais rápido.

5. Robôs estão ganhando força e se transformando em amigáveis criaturas domesticadas. Os participantes do Festival puderam interagir com animais robotizados no “RobotPettingZoo”.

6. SocialMedia, que sempre foi parte importante do Festival, explorou neste ano o lado negro do meio, de cyber bullying à ação de organizações terroristas.

7. Com um futuro onde os objetos estarão todos conectados cada vez mais próximo, o Festival apresentou mais de 70 painéis sobre “The internet of things”.

8. Catapultados pela busca da longevidade, inovação e disrupção invadiram a indústria da saúde for good.

9. Millennials querem muitas coisas, entre elas mais significado em suas vidas. Criadores de conteúdo e NonProfits puderam discutir ideias de um futuro melhor no “SXgood”.

10. As fronteiras que tradicionalmente separavam os processos criativos da música, do cinema e da indústria da interação digital estão cada vez mais obsoletas. SXSW 2015 foi palco de centenas de painéis sobre CONVERGÊNCIA.

Mas SXSW está muito além do seu incrível conteúdo. O que conta mesmo, é a experiência de ESTAR aqui. A cidade de Austin é encantadora, a cultura local mistura tradicional e contemporâneo sem fazer esforço, a música nas ruas, a comida, o acento texano, as primeiras ondas de calor da primavera, tudo é parte de um cenário perfeito onde os protagonistas somos nós, curiosos, sonhadores, criativos, inovadores e empreendedores do mundo todo, reunidos simultaneamente em uma cidade que vive por 10 dias o sonho coletivo de um futuro tecnologicamente humanizado.

O próprio Hugh Forrest sentencia…

“No final o que as pessoas querem é se conectar com as outras em tempo real, face a face. Sentar com alguém para tomar um café e olhar nos olhos, ainda não existe tecnologia capaz de mudar isso. SXSW é mais sobre pessoas do que sobre tecnologia.”

E quando ao cair da tarde centenas de morcegos saem de suas tocas e sobrevoam o rio Colorado, um mix de angústia e deleite toma a cidade de assalto como em um filme B, de vampiros é claro.


FIM

(FLAVIA MORAES, http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/?topo=13,1,1,,,13, com modificações nossas para fins didáticos)



Tema da redação: profissionais de Austin. Tópicos: mundo digital, tecnologia, vídeo, fila, indústria criativa, otimização de tempo, futuro humanizado