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Reverter a tendência de piorar

A população brasileira espera que indicadores econômicos de juros altos, inflação elevada, crescimento econômico baixo e investimento em queda possam ser revertidos em médio e longo prazo. Neste sentido, mais do que nunca precisamos ter a capacidade de fazer autoanálise, admitir erros e mudar a forma como conduzimos o Brasil. Um caminho interessante é aquele que combina melhor qualidade de vida, mão de obra de bom nível e inovação tecnológica.

Essa é uma combinação perfeita realizada pelos países que conseguiram superar as piores adversidades possíveis e criaram ambientes de uma verdadeira sociedade empreendedora. Basta ver os exemplos da Alemanha, Japão, Coreia do Sul, que foram arrasados por guerras, não ficaram chorando em leite derramado e apostaram todas as suas fichas na reconstrução de seus países com base em investimentos no capital humano, infraestrutura, qualidade de vida, mercado, acesso a capital, ambiente regulatório, inovação e cultura empreendedora.

O brasileiro tem em seu DNA a criatividade. Infelizmente, estamos jogando fora nossas potencialidades, perdendo a capacidade de transformar crises em oportunidades. Falamos e vivemos a tecnologia o tempo todo, gostamos de ficar plugados na internet. Existe um terreno fértil para fomentar o empreendedorismo. Há uma vontade enorme da população em abrir sua própria empresa. Mas a crise leva o cidadão a dar menor valor ao empreendedorismo. Ele morre de medo de perder suas parcas economias em um negócio, não gosta de correr riscos.

Neste sentido, uma das apostas é a criação de polos de criação. Geralmente, eles surgem das interações que se dão entre universidades, centros de pesquisa, empresas e governos. As universidades entram com seus mestres e doutores desenvolvendo pesquisas. Os governos colocam dinheiro em empresas inovadoras e em pesquisas. As empresas buscam tecnologias para sobreviver nesta competição global. Este é caminho perseguido pelos principais polos tecnológicos do mundo, a exemplo do Vale do Silício nos Estados Unidos, a região mais fértil para o empreendedorismo no mundo.

Outro caminho é o governo reduzir sua burocracia para o cidadão abrir seu próprio negócio. Um projeto de uma empresa para ser aprovado precisa passar por uma série de órgãos públicos, há muita morosidade dos processos. O ambiente regulatório do nosso País é um dos mais problemáticos do mundo. Precisamos simplificar a papelada para fazer a empresa começar a funcionar o mais rápido possível, como acontece nos principais países avançados.

O Brasil tem um enorme mercado efetivo. Produzimos mais de R$ 5 trilhões de riqueza em bens e serviços no ano passado. Recebemos de investimentos estrangeiros diretos US$ 62,5 bilhões. Isso significa que os gringos estão colocando grana no País porque acreditam em seu mercado potencial. Mesmo que percamos duas posições, ainda seremos a nona economia do mundo. Que o País precisa de ajustes fiscais ninguém nega, mas não podemos correr o risco de ficar debatendo apenas ajustes, senão perderemos nossas atividades empreendedoras. O desafio é reverter a tendência de piorar.


FIM

(Jeferson de Castro Vieira, http://www.opopular.com.br/editorias/opiniao/opini%C3%A3o-1.146392/reverter-a-tend%C3%AAncia-de-piorar-1.784192)



Tema da redação: população brasileira. Tópicos: inflação, redação sobre crescimento econômico, autoanálise, qualidade de vida, mão de obra, inovação tecnológica, capital humano, acesso a capital, cultura empreendedora, redação dissertativa sobre empreendedorismo, correr riscos, universidades, centros de pesquisa, empresas brasileiras, competição global, polos tecnológicos mundiais, burocracia, Brasil, investimentos estrangeiros, ajustes fiscais, redação pronta sobre atividades empreendedoras