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O prefeito e o carnaval

A propósito da última coluna publicada neste espaço, o assessor de comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte enviou-me e-mail fazendo ponderações que merecem publicação, não apenas porque representam o contraditório, mas, especialmente, porque ele respeita os jornalistas. Inicialmente, o assessor lembra que, desde há três anos, a PBH desburocratizou a vida dos blocos, bastando apenas o preenchimento de um cadastro na Belotur com informações básicas sobre dia, hora, local de concentração e roteiro do desfile para que tenham o apoio necessário e possam festejar de forma alegre, saudável e segura. O secretário acrescenta:

“Além da simplificação de procedimentos, houve um significativo aumento nos investimentos para o carnaval. há seis anos, primeiro ano de gestão, eram aproximadamente R$ 1,3 milhão. Hoje, já são quase R$ 5,5 milhões, inclusive contando com aportes de patrocinadores que até bem pouco tempo atrás simplesmente desprezavam o carnaval de BH. Essa expressiva ampliação dos recursos permitiu, por exemplo, que a prefeitura planejasse o carnaval com 13 palcos, em todas as regiões da cidade, descentralizando e democratizando a folia, com mais de 90 shows, todos de artistas mineiros, prestigiando e reconhecendo os talentos da nossa terra.

Por outro lado, também há o apoio financeiro a eventos carnavalescos por toda a cidade, por meio do edital de eventos da Belotur. Contam com o apoio da prefeitura, por exemplo, o desfile da Banda Mole, a quem você se referiu, o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, o Baile dos Artistas, entre outros. Lembro também que há o apoio indireto. A prefeitura disponibilizou para os blocos de rua um local privilegiado para os ensaios, que é o Largo da Saideira, tradicional espaço de eventos da avenida Cristiano Machado.

Poderia citar uma série de outros fatos concretos, mas quero finalizar com um que é bastante simbólico. Nosso desfile das escolas de samba e blocos caricatos, que estava desprestigiado e distante da maioria da população lá na Via 240, na região Norte, finalmente voltou para o centro da cidade. Há quatro anos, foi na avenida dos Andradas, às margens da Praça da Estação. E no ano passado, conseguimos atender por completo à reivindicação dos carnavalescos das escolas e blocos. Voltamos com os desfiles para a avenida Afonso Pena, algo que não acontecia há vinte e cinco anos. Daquela época até hoje, nada menos que seis prefeitos ouviram fervorosos apelos dos carnavalescos para que isso acontecesse.


FIM

(Eduardo Costa, http://www.hojeemdia.com.br, com modificações nossas para fins didáticos)



Tema da redação: carnaval. Tópicos: contraditório, jornalistas, bloco carnavalesco, patrocinadores do carnaval, redação dissertativa sobre desfile de carnaval, folia de momo, talentos da terra, apoio financeiro, eventos carnavalescos, blocos caricatos, redação pronta sobre escolas de samba