Faça este curso, porque você precisa aprovar em seu próximo exame, concurso ou vestibular.

Consumo passa de herói a vilão

O presidente da República afirmou durante a campanha eleitoral que não reduziria os gastos sociais em hipótese alguma. Além disso, defendeu a sua política econômica, que privilegiou a expansão do consumo, como forma de alavancar o crescimento da economia e reduzir o desemprego. Mas, apenas algumas semanas após o pleito, houve uma mudança radical na condução da economia do país. Ele autorizou a redução dos benefícios de alguns programas sociais, bem como aumentou inúmeros impostos.

A medida mais nociva para a economia é a duplicação da alíquota do IOF incidente sobre empréstimos e financiamentos a pessoas físicas, de 1,5% para 3% ao ano. Essa decisão deve gerar uma receita adicional de R$ 7,4 bilhões aos cofres públicos, ajudando a reduzir o déficit, mas contradiz totalmente a lógica do primeiro mandato do presidente. Ele eleva os custos dos empréstimos, freando ainda mais o crédito no país, que foi o motor do crescimento do consumo nos últimos anos. Desta forma, o consumo passou, em uma canetada, de herói no primeiro mandato à vilão no segundo.

Diante desse cenário, a Federasul entende que a solução dos problemas fiscais brasileiros não deve sacrificar ainda mais a população do país, que já amarga a maior carga tributária entre os países emergentes. Sendo assim, somos veementemente contrários a qualquer outra tentativa de aumentar ou criar novos impostos (já estamos ouvindo falar sobre a volta da CPMF). É preciso que o governo corte na própria carne, reduzindo as suas despesas, que cresceram exponencialmente nos últimos quatro anos, muito acima da sua arrecadação.

As recentes manifestações populares sinalizam claramente que é preciso dar o salto necessário para um ciclo de desenvolvimento sólido e sustentável, implementando a agenda de mudanças. Nesse sentido, acreditamos que medidas paliativas não devem ser adotadas. Devemos privilegiar ações que tornem nosso país mais competitivo internacionalmente, que reduzam a ineficiência do Estado. Aumentar impostos sobre o consumo está na contramão daquilo de que precisamos.


FIM

(RICARDO RUSSOWSKY, http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/?topo=13,1,1,,,13, com modificações nossas para fins didáticos)



redação sobre consumo, campanha eleitoral, gastos sociais, redação dissertativa sobre política econômica, crescimento da economia, desemprego, benefícios sociais, redação pronta sobre expansão do consumo, economia do Brasil, impostos, IOF, empréstimos, financiamentos, pessoas físicas, cofres públicos, crédito, redação dissertativa pronta sobre crescimento do consumo, Federasul, população brasileira, redação sobre carga tributária, CPMF, arrecadação de impostos, manifestações populares, redação dissertativa sobre desenvolvimento sustentável