Leitura

REQUISITOS PARA A BOA LEITURA

Inicia-se, aqui, uma série de dicas para você ter um excelente rendimento em sua leitura

A habilidade que possuímos para realizar nossas leituras e a condição fundamental para a compreensão e interpretação de texto. Para isso, é necessário cuidar das condições intrínsecas e extrínsecas ao se realizar uma leitura com aproveitamento integral. Como condições intrínsecas entendemos os métodos, as técnicas adotadas na leitura em si mesma, bem como o nosso interesse no texto que lemos, evidentemente. Como condições extrínsecas temos o ambiente e a nossa fisiologia. Condições das quais tratamos imediatamente a seguir.

Embora de aparência fútil, as condições ambientais auxiliam ou prejudicam a leitura. A experiência tem nos mostrado que a relevância desse fator é inquestionável. O lugar em que se lê deve ser calmo, sem muitas pessoas circulando, com boa iluminação, de temperatura amena e, acima de tudo, proporcionar o necessário conforto ao nosso corpo, uma vez que para a perfeita compreensão e interpretação é preciso o concurso não só das faculdades mentais como também de alguns sistemas e órgãos de nosso corpo. Entende-se por mente o conjunto de recursos internos que nos permitem interpretar o mundo em que vivemos. O corpo e a mente devem estar em perfeita harmonia entre si. Além disso, existem as atitudes próprias da mente e do corpo para a realização de qualquer atividade. A leitura, único canal que nos permite interpretar um texto, também exige posturas específicas da mente e do corpo.


Antes de iniciar a leitura, adote o seguinte procedimento:

    • se estiver ao ar livre, faça umas 3 aspirações e expirações intensas, a fim de oxigenar bem o seu cérebro;

    • em um lugar isolado, faça, durante uns trinta segundos, alongamentos, tentando tocar com a ponta dos dedos das mãos algum ponto imaginário mais alto possível;

    • mantenha a respiração calma; e se for possível, ouça, durante uns três minutos, alguma música clássica (se quer uma excelente sugestão, lá vai: Amadeus Mozart);

    • escolha uma cadeira com razoável espaldar e que lhe permita manter o tronco em noventa graus em relação às coxas; sentado, nessa posição (com o tronco ereto) ambos os pés devem estar descansados ao chão;

    • o tampo da mesa sobre o qual se apoia(m) a folha ou folhas que contém o texto de leitura deve(m) estar cerca de 75cm do solo;

    • as mãos e antebraços devem estar repousados sobre a mesa;

    • pronto!

Inicie a leitura!


Não é necessária uma liturgia para se fazer uma excelente leitura, com total aproveitamento. Mas também, não espere um bom resultado de uma leitura realizada de modo negligente, deitado, largado displicentemente em uma poltrona, escorado em uma parede, ou sentado com o tronco curvado. É comprovado que nossa mente fica mais alerta quando colocamos nosso corpo em estado de atenção. Como ninguém consegue dominar a compreensão e interpretação de texto sem, antes, desenvolver o hábito da leitura, vamos cuidar da qualidade desta para nos tornarmos exímios interpretadores de texto.

O primeiro passo para o domínio da arte de ler é a concentração. Já lhe aconteceu começar a ler um texto e, depois de umas duas ou três linhas, não conseguir lembrar-se do que estava escrito no início da primeira linha? Se a sua reposta for positiva, fique tranqüilo. Garanto-lhe que não há nada de assustador nisso, ou melhor, nada que possa associar essa experiência desagradável a um comportamento mórbido. Estamos diante de um estado de desatenção. Isso, evidentemente, não pode ocorrer toda vez em que você for ler, mas sim, eventualmente. Se essas situações forem constantes e inalteráveis, procure um médico. Mais freqüente e menos preocupante acontece termos lembranças e divagações durante a leitura e quando, depois de muito emprenho, chegar ao final do artigo, constatarmos que não nos lembramos bem do que o texto tratava. É claro que existe uma miríade de nomes de síndromes, complexos etc. de que se valem alguns espertalhões e incautos que lhes sejam seguidores, com a finalidade de resolver o assunto por meio de terapias suspeitas e inócuas generosamente remuneradas. Como não conseguem solucionar o problema, associam uma mera falta de atenção a distúrbios como desequilíbrio no controle da ansiedade, stress mental, depressão e outros nomes curiosos, conseguindo, finalmente, interiorizar em suas vítimas alguma deficiência.

Alguém que não guarda mentalmente o que lê ou tem uma mente dispersiva, durante a leitura, certamente, é porque raramente lê, jamais leu um livro da primeira a última página, interessa-se mais pelas figuras do que pelo texto de uma revista. Ora! Como alguém pode ser hábil em uma atividade que eventualmente pratica? Não se espera nenhuma resposta a essa pergunta, além de um “—É óbvio”. Então, vamos ler e comprovar que o melhor caminho para o aprendizado ainda é a prática. Mas, para isso, vamos seguir um caminho lógico, progressivo e coerente.


Tópicos de continuação deste artigo:

Atividade 1 — Atenção e memorização

Atividade 2 — Exercícios para dirigir o foco

Atividade 3 — Exercício de relaxamento para aumentar o nível de atenção e concentração na leitura

Atividade 4 — Vários exercícios para aumentar a concentração